Há muito que se especula que existe uma relação direta entre os telemóveis e o cancro da cabeça. Mesmo com toda a informação disponíveis, há muitos que garantem a correlação direta. Com vista a terminar este estigma, a OMS realizou um estudo e afasta este perigo, usando dados conclusivos.
Telemóveis e cancro da cabeça, verdade ou mentira?
A relação entre o uso de telemóveis e o cancro na cabeça ou no pescoço voltou a ser analisada ao pormenor pela comunidade científica internacional. Numa das investigações mais abrangentes e rigorosas feitas até à data, pedida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os peritos concluíram que não existe qualquer evidência que associe as emissões de radiofrequência dos smartphones ao desenvolvimento de tumores cerebrais.
A análise reuniu dados recolhidos ao longo de várias décadas de investigação científica. Os investigadores avaliaram dezenas de estudos de revisão sistemática focados nos impactos dos campos eletromagnéticos no corpo humano. O objetivo passou por perceber se a utilização prolongada, a proximidade com antenas ou a exposição continuada às redes sem fios teriam impacto direto na taxa de incidência destas doenças.
O argumento principal assentou numa comparação simples entre a evolução da tecnologia e as estatísticas de saúde. Desde a década de 1990 que a utilização de telemóveis explodiu, tornando-se um objeto do quotidiano de milhares de milhões de pessoas. Os registos médicos mostram que as taxas de cancro no cérebro e no pescoço se mantiveram estáveis ao longo deste período, sem aumentos proporcionais à adoção dos equipamentos.
Estudo da OMS afasta perigo com dados conclusivos
Se a radiação emitida pelos telemóveis representasse um risco real para a saúde, o aumento nos casos diagnosticais teria sido evidente e mensurável nas últimas décadas. A ausência desta correlação levou os peritos a descartar a ligação direta entre esta tecnologia e o surgimento destas patologias. A investigação abrangeu também as tecnologias mais recentes, como o 4G e o 5G, além dos sinais de rádio e redes Wi-Fi.
As conclusões reforçam a posição de organismos internacionais de saúde e investigação oncológica, assumidas ao longe de vários anos e em vários estudos. Confirmaram que os níveis de energia emitidos por este tipo de ondas eletromagnéticas não ionizantes não possuem capacidade para danificar o ADN das células humanas.
Com este resultado, a OMS e as equipas envolvidas procuram tranquilizar a população relativamente à segurança dos equipamentos móveis. Ainda assim, a comunidade científica garante que continuará a monitorizar a evolução destas frequências e o aparecimento de novas tecnologias de comunicação para assegurar a proteção continuada dos utilizadores.

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