A Toyota está a ser processada pela Mobility for Africa (MFA), que alega ter visto o seu projeto de mobilidade rural ser replicado por uma fundação ligada à gigante japonesa.
Há quem considere que a grande dimensão de algumas empresas pode ser usada para "passar a perna" a pequenos inovadores, e é disso que está a ser acusada a Toyota, uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.
A MFA, uma empresa social que opera principalmente no Zimbabué, apresentou uma queixa contra a Toyota Mobility Foundation (TMF), o braço filantrópico da marca, e a consultora EXA Innovation Studio.
Segundo o processo, movido a 12 de maio de 2026 no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia, as duas entidades ter-se-ão apropriado indevidamente de segredos comerciais, violado contratos e cometido fraude.
O triciclo que nasceu no Zimbabué
No centro da disputa está o Hamba, um triciclo elétrico robusto, carregado a energia solar, desenvolvido pela MFA para responder a uma necessidade muito específica: o transporte de mercadorias em zonas rurais africanas.
Mais do que um veículo, a MFA construiu um ecossistema completo à sua volta, com baterias amovíveis, manutenção simplificada e pontos de carregamento solar pensados para zonas onde a rede elétrica é instável ou inexistente.
O projeto está implementado no distrito de Wedza, no Zimbabué, e foi desenhado a pensar nas mulheres que sustentam grande parte do trabalho agrícola e doméstico nas comunidades rurais, permitindo-lhes transportar produtos e mercadorias até aos mercados locais.
Mais do que um veículo, a MFA construiu um ecossistema completo à sua volta, com baterias amovíveis, manutenção simplificada e pontos de carregamento solar pensados para zonas onde a rede elétrica é instável ou inexistente.
O projeto está implementado no distrito de Wedza, no Zimbabué, e foi desenhado a pensar nas mulheres que sustentam grande parte do trabalho agrícola e doméstico nas comunidades rurais, permitindo-lhes transportar produtos e mercadorias até aos mercados locais.
Toyota foi de parceira a concorrente
Segundo a queixa, a relação entre as duas organizações começou de forma promissora, com a TMF a aproximar-se da MFA com a proposta de uma parceria para expandir soluções de mobilidade semelhantes por outras zonas de África.
Segundo a MFA, foi essa promessa de colaboração que a levou a partilhar informação confidencial, estratégias operacionais, dados de mercado e conceitos tecnológicos próprios.
Contudo, de acordo com o processo, a TMF e os seus consultores nunca avançaram com a joint venture. Em vez disso, terão usado o conhecimento obtido para lançar, com a EXA Innovation Studio, um projeto próprio no Quénia: a Songa Mobility.
A queixa descreve a solução comercial da Songa como "idêntica" ao programa que a MFA tinha partilhado com a EXA.
A MFA acrescenta ainda que tinha um contrato com a TMF que proibia expressamente a partilha da sua propriedade intelectual com terceiros, e que essa cláusula terá sido ignorada.



Social Plugin